sábado, 19 de outubro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Deixem-me rir senão é pior!

As imagens das campanhas autárquicas transmitidas nos diversos canais de televisão provocam sentimentos contraditórios: se a pessoa... está num dia bom dá-lhe para rir, se a vida não lhe corre bem derrete-se em lágrimas. Há ainda, creio, desempregados, enganados, roubados e talvez despejados de suas casas, que riem e choram ao mesmo tempo. Mas é só nervoso… a qualquer momento podem tornar-se violentos agarrar num atiçador e escavacar o aparelho que ainda está a pagar a prestações. No dia em que estiver mais calmo descarrega o atiçador noutro lado.
 
O Seara anda desgostosíssimo depois de saber que vai ter menos de metade dos votos que António Costa e sugere, como desculpa, não ter havido debates. Costa, por sua vez, apela para uma maioria, classificando os opositores na Câmara de sectarismo, que o impedem de tornar Lisboa mais bela e confortável. O sorriso vitorioso de Pedro Pinto, candidato a Sintra, olhando embevecido o seu líder supremo enquanto este debita o costumado paleio… foi-se-lhe pela goela abaixo, quando soube das sondagens. Se calhar o Hernâni Carvalho, candidato da mesma lista à Assembleia Municipal, também não vai ser eleito, o que particularmente me incomoda, pois terei de continuar a ouvir as suas sábias opiniões sobre todos os crimes relatados no Correio da Manhã, juntamente com a voz guinchante da nossa querida Júlia.
 
Uns prometem mais túneis, outros, mais escolas, mais equipamento desportivo, mais polícias na rua e vejam lá que até prometem mais emprego nas suas autarquias. E eu a julgar que a crise económica era de caráter mundial, ou quando muito das políticas deste Adamastor de boca negra e dentes amarelos que nos (se) governa. Afinal as equipas autárquicas têm a solução para o desemprego, grandes malandros. Paulinho que frequenta as feiras, passa ao lado da barraquinha onde o preço de um casaco é mais barato do que os botões do seu casaco Saldanha, e vem dar uma ajudinha na campanha, falando de imaginários indicadores de melhoria da economia.
Enfim, cada um sabe de si, Nosso Senhor sabe de todos, e o governo sabe da poda e deixa sempre um gomo ou dois para rebentar.
 
Rebenta a bexiga ó Zé… ó Zé… ó Zé!

Viúvas


A Interpol anda à caça de uma viúva- branca inglesa que rebenta bombas por tudo que é sítio ceifando vidas a torto e a direito e que se suspeita viver na Somália a engendrar mais alguns planos destruidores.

Eu não sei se é permitido caçar viúvas-brancas durante todo o ano ou se por acaso existe uma época venatória, mas aconselho Assunção Cristas a reforçar a equipa de guardas florestais não vá a viúva-branca esconder-se nas matas do Gerês que ainda não arderam.

A viúva-negra tem mais sorte. Dado o facto de possuir um veneno 15 vezes mais forte do que o da cascavel devemos ter muito cuidado pois o facto de vir a ser (como se diz e vê) uma espécie protegida, pode aparecer, por exemplo, num repolho ou debaixo do tapete de entrada. Cuidado com ela. É oriunda da Alemanha, mas tem-se dado muito bem noutros países da Europa.

Quem vos avisa, vosso amigo é!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O filme continua


Angela Merkel, como toda agente já calculava, mantem-se como chanceler do Império económico otomano influenciando o resto das economias da Europa, das quais, as mais fracas divergiram mais do que estavam quando da sua integração europeia que nos acenava com a bandeira da convergência.
Pelo que vimos e ouvimos nos diversos canais de televisão, que diligentemente cobriram as eleições alemãs, ficámos esclarecidos - a austeridade é para continuar.
Mais austeridade nos países pobres, apesar da convergência prometida, adivinha-se que agravará a pobreza declarada e também a envergonhada do nosso país.

Merkel, falando para os cidadãos alemães, e por tabela ouvida nos países subjugados, disse que apesar dos sacrifícios já feitos e pelos anunciados, a democracia não está em perigo. E como exemplo contou que apesar de contestada e vaiada nas suas visitas à Grécia e a Portugal, ninguém foi preso por isso.

Foi, nesta altura, que eu cheguei à conclusão que Passos Coelho não foi o aluno tão pouco brilhante como se apregoa. Aprendeu bem a lição nos seus encontros com a chanceler e antecipou-se-lhe.
Quem não aprendeu a lição foi o Zé Povinho, que está mesmo convencido que a democracia é apenas o direito de patear, protestar ou vaiar os causadores do caos em que vivem.

Todavia estejam atentos e não ultrapassem os limites dos protestos, pois perderão, por fim, o último direito que ainda possuem.

sábado, 14 de setembro de 2013

Mas qual crise?


Segundo indicações de diversas origens “música de intervenção” pertence a uma categoria de canções de música popular de protesto com o fim de chamar a atenção dos ouvintes para problemas de origem social ou política que afetam a sociedade.
Este pensamento surge-me quando aparece um gajo (porra, já sei que gajo é linguagem informal) a cantar a “Maria Tcha Tcha Tcha. Ainda eu estava a pensar em que categoria havia de enquadrar este tipo de música, quando outro manguelas de chapéu e casaco amarelos entra com “O canário já chegou”.

Não meus senhores, o protesto uníssono dos autores contra a classificação de música pimba, tem a mais relevante justificação. Não gostam do pimba, pronto! E de pumba? Seria preferível?
Agora, classifico eu, e não respondo a protestos a não ser com uma ação judicial no lombo!

Passo a chamar-lhe música interventiva. Que, podendo ser encomendada e certamente apoiada, intervém nos media para alhear os cidadãos das negras nuvens que pairam sobre as suas cabeças (mesmo das carecas como a minha) e que anunciadas pelo boletim “passoano” ameaçam encharcar-nos os ossos até à medula.
Levem-me lá a merda dos 10% de pensão mas não me torturem mais com esta porcaria de música. As miúdas de saia curta e pernas gorduchas que saltitam e se bamboleiam no palco, essas, podem ficar… sempre distraem os velhinhos babados.
Nota: Que me desculpem os irmãos brasileiros, mas a “Maria Tcha Tcha Tcha” é obra vossa.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vou morrer envergonhado?


A coisa é assim:

Alguns acham que a Constituição está muito bem como está e não é por causa dela que não conseguimos sacudir a crise que se nos agarrou às canelas como um “rottweiler” enraivecido.

Outros entendem que ela é a responsável pelos nossos males, que devia voltar a ser revista, quanto mais não fosse para acabar com aquela coisa da “saúde tendencialmente gratuita”, medida necessária para que o país, embandeirado em arco, navegue em mar sereno a caminho da fecundidade universal.

A maioria não percebe nada de política, ouviu falar vagamente na Constituição mas nunca a leu. Estes, dividem-se em dois grupos: os que alinham pelo “master voice” e os que se estão marimbando para o comandante e respetiva marinhagem, porque continuam enfiados no porão a comer rações cada vez mais minguadas.

Na primeira Assembleia Nacional, eleita em 1934 por sufrágio direto dos cidadãos maiores de 21 anos ou emancipados, estavam excluídos os analfabetos que pagassem impostos inferiores a 100 escudos. As mulheres com instrução primária não tinham direito de voto, porque esse direito só era adquirido com curso secundário ou superior.

Logo após a candidatura de Humberto Delgado, temendo o perigo de poder ser eleito um PR que não respeitasse as decisões do governo, foi feita uma revisão constitucional que permitiu a formação de um Colégio Eleitoral composto por personalidades bitoladas pelo “Dinossauro Excelentíssimo”.

Ao ouvir o modo como PM ataca o tribunal constitucional, acusando os seus membros de impedirem o governo de levar adiante a reforma do Estado tal como a entendem fazer, suspeito que estes aliados da troika, prefeririam uma espécie de União Nacional, que reunida em Assembleia Constituinte elaborasse uma Constituição à medida dos seus interesses.

Cá para mim a coisa apresenta-se assim:

Se eu fosse candidato ao clube recreativo lá da minha terra, a primeira coisa que fazia era ler o estatuto. Se contivesse artigos que me impedissem de implementar o meu programa tinha duas soluções. Não me candidatava ou, fazendo-o, procuraria numa assembleia geral alterar os estatutos.

Sugiro, portanto que se faça um referendo nacional sobre a Constituição.

Quem tem medo?  

Nota: Ela pode ser “Short” ou “XXL”, mas o conteúdo é o mesmo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

A Mascarada!



Morsi estudou nos EUA, onde foi professor auxiliar e onde nasceram 2 dos seus 5 filhos. Voltou ao Egito para dirigir o departamento de ciências dos materiais na Universidade  de Zagazig.

Morsi foi escolhido pela irmandade muçulmana para ser o líder do Partido da Liberdade e da Justiça, entretanto criado. Mais tarde, numa segunda volta, acabou por ser eleito por 51, 73% dos votos, contra 48,27% do candidato independente Ahmed Shafiq.

Todavia, os militares sentindo que o poder político ameaçava o poder militar trataram de depô-lo em julho de 2013.

Depois, bem, depois é o que se lê, vê e ouve nos meios de comunicação: mortos e feridos aos milhares numa autêntica guerra religiosa, apesar de Morsi ter declarado querer se o presidente de todos os egípcios incluindo a minoria cristã.

Algum país, que nós saibamos, se indignou de forma clara pelo facto de o resultado de um ato eleitoral não ter sido respeitado?

Silêncio! E os EUA só agora, cinicamente, aparecem ameaçando bloquear o apoio dado em formação e armamento com que, ao longo dos tempos, têm fornecido ao exército egípcio.

Mas afinal, pergunto eu: Os amaricanos querem governos eleitos democraticamente ou governos fantoches que servem os seus interesses?

Vigaristas!

Nota: Que saudades que eu tenho daqueles luso amaricanos que gratos pelo pratinho de sopa, nos insultavam no “Blogues do Leitor” de triste memória…!

 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

E se os mandatássemos todos para um quarto escuro?


A lei de limitação de mandatos é um aborto disforme parido não se sabe onde nem por quem! A mãe só pode ser uma mas creio que deve ter um número enorme de pais!
Uma lei que origina sentenças diferentes ditadas por diversos tribunais de norte a sul do país, adaptando-se aos interesses partidários instalados, devia ser rasgada, queimada ou, dada a crise, cortada aos quadrados e pendurada em todas as divisões do país com 2, 5 metros quadrados, ao lado do vaso sanitário.

Não acredito no céu como um limite porque sei a razão da sua cor, não acredito em almas nem deste mundo nem do outro porque não são coloridas, tão pouco em espíritos santos. A não ser que sejam de orelha, como está bem de ver.
Todavia, sabendo que na jurisprudência se diz existir um espírito em cada lei, que deve ser considerado para a interpretação correta da mesma e no caso em análise não aparece ninguém a procurá-lo (ao espírito), começo a acreditar que é tudo uma grande balela.

Se o “de” (indeterminado) e o “da” (determinante) justificam a pequena dúvida sobre se me posso candidatar aqui ou em Marte depois de três mandatos na Cochinchina, convinha esclarecer a situação e procurar junto dos “feitores” o tal espírito de que se fala.

A não ser que a lei tenha caído do céu aos trambolhões...!
Nota: E como se pode verificar pelos recursos e mais recursos que chegam aos tribunais, há cidadãos ansiosos por serem úteis ao seu país, servirem a comunidade, mesmo que para isso tenham que sacrificar a sua vida pessoal e familiar. 
Esta lei, que limita os mandatos, é infamante! 
 

sábado, 10 de agosto de 2013

E A LUTA CONTINUA...


      
 
        
E A LUTA CONTINUA…
    A espada de Rolando foi buscar,
      Já velha e embotada a apodrecer,
Sem préstimo até para brincar,
       Muito menos sequer pra combater,
 
O cavaleiro empenha-se a lutar
 Num combate feroz até morrer.,
      Só que a espada está a atrapalhar
      Já não corta, está-se mesmo a ver.
 
    E o Dom Quixote fora de cenário,
     Montando um piolhoso Rocinante,
          Combate, assim, galinhas de aviário.
 
                Valha-te Santo Ambrósio neste instante:
    Calça as pantufas e lê o breviário
     E trata de enterrar o tal montante.
 
                                                             Tiomanezé
Nota: Aqui coloco o soneto sem nenhum azedume. Percebo perfeitamente a piada.
Faço apenas uma observação: Aquilo que aqui escrevo desde 2008 são apenas desabafos, nem todos de caráter político, como poderás verificar. Um abraço.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

FLACHES



Flache 1
A Caixa Geral de Depósitos paga reformas aos presidentes de três bancos rivais: Santander Totta, Montepio Geral e Bic Portugal.
Justificação: são práticas que já vêm de há muito tempo. Justificam algumas dúvidas, mas não de legalidade.
Se quem tem poder para fazer leis, despachos e portarias para cortar subsídios legais, pensões legais, ordenados legais, pergunta-se: porque não ilegalizam a prática referida… já que suscita dúvidas?

 Flache 2

Sílvio Berlusconi acusa a magistratura de persegui-lo há 20 anos para correr com ele da política. “Sou inocente, não me rendo!”
Surpresa: Julguei que isto só acontecia no nosso país!
 
Flache 3
 
Depois da crise política, que os portugueses entendem ser da responsabilidade (por esta ordem) de Portas, Passos e Cavaco, tenho assistido através das imagens televisivas a uma mudança de comportamento dos dois líderes da coligação.
Para além de aparecerem mais vezes juntos, estão sempre sorridentes e cheios de salamaleques um com o outro
Perturbação: Estás a rir-te para mim ou estás a rir-te de mim – dizia o amigo desconfiado.
O que será que lhes causa tanta alegria e tão boa disposição, quando já há cidadãos a passar fome ou a viver na rua por terem sido despejados?
 
Flache 4

As necessidades financeiras do estado vão baixar para metade em 2014 porque a Segurança Social vai comprar quatro mil milhões de euros em títulos da dívida.
Pergunta: Se o fundo de 10 mil milhões de euros tinha sido criado para fazer face a uma eventual rutura no sistema de segurança social, o que vai acontecer no próximo mês? Ainda receberei a pensão? Os doentes terão médico e os desempregados o seu subsídio?
Pensamento muito íntimo: Será isto que lhes dá tanta vontade de rir?

Flache 5

Hora de almoço! A rapariga salta e rebola-se na praia cantando.
O refrão: “O meu coração faz pum um”
Surpresa: E quem faz os verdadeiros puns?

 
Flache 6

David Justino, o espião de Cavaco, nas reuniões tripartidas para a União Nacional, deu uma entrevista em que afirma: “Falta sentido de futuro ao sistema de ensino português”. Di-lo na qualidade de presidente do Conselho Nacional de Educação, órgão consultivo da A.R. e devidamente escorado na sua prática como ministro da educação do governo de Durão Barroso, “O Fugitivo”. Sim, sim, o seu currículo é estupendo: entrou no PSD pela mão de Isaltino, “O Presidiário”, tendo desempenhado a função de vereador da Habitação Social na Câmara Municipal de Oeiras entre 1994 e 2001.
Até hoje ainda não entendi como foi possível um entendimento entre um militante do MRPP, Durão Barroso) e um trotskista, David Justino, a não ser o facto de darem os dois algumas cambalhotas para o mesmo lado.
Mau, mau, parece que me perdi.

Concluindo: Quando derem, se alguma vez derem, sentido de futuro ao sistema de ensino português, eu já não vou estar cá para ver.
Na última hora, se a carola ainda possuir alguns neurónios a funcionar, eu vou sussurrar: Caramba! Tratem primeiro do sentido presente do sistema de ensino.

 Nota: Estudar o que fazer amanhã sem procurar resolver o que fazer hoje será uma doença?
Será um vírus? Será que foi o Cavaco com as suas reuniões conselheirais para o pós troica, que o contaminou?