domingo, 14 de dezembro de 2008

Situações que o Império tece


Marc Faber é o 4º a contar da esquerda

Marc Faber é um empresário suíço que vive há 35 anos na Ásia.
É consultor de investimentos, financiador, escritor, especializado em bolsas de valores e membro de diversos conselhos de administração e comités de investidores.
Ficou famoso por ter previsto com semanas de antecedência o “crash” de 1987.

Numa entrevista que deu recentemente à pergunta colocada pelo jornalista:

Os Governos dão garantias e injectam biliões nos mercados. Isso é um erro?

Respondeu:

Sim. Os prejuízos estão aí e alguém terá de arcar com eles. Há duas possibilidades:
Os bancos vão à falência e os accionistas ficam de mãos vazias, como no caso Lehman Brothers ou os governos bombeiam dinheiro no sistema financeiro para que os incompetentes executivos da Bahnhofstrasse (a rua dos bancos em Zurique) e de Wall Street possam continua comendo em restaurantes luxuosos. Eu prefiro claramente a primeira variante. Porque a consequência dessas intervenções estatais serão maciços défices públicos. Para financiá-los, os governos precisam de arranjar dinheiro. Para isso precisam de fazer empréstimos, o que faz aumentar a dívida pública e os pagamentos dos respectivos juros. Economistas americanos extrapolam as tendências e prevêem a falência estatal dos EUA.

Em Junho deste ano, quando o governo de Bush estudava um projecto de ajuda à economia americana, ele, com bastante espírito de humor encerrava o seu relatório mensal com uma crítica à situação daquele império:

O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de $600,00.

Se gastarmos esse dinheiro no super-mercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá para a Alemanha.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan e nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte.


Elementos recolhidos em diversos sítios na Net

Sem comentários: