quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Começam a cair as máscaras

Parece que o ex-conselheiro de Passos Coelho, Nogueira Leite, teve que encerrar a sua página no Facebook dado que sofreu um ataque viral na internet depois de ter colocado ali um desabafo: “Se em 2013 me obrigarem a trabalhar mais de 7 mese...
s só para o Estado, palavra de honra que me piro, uma vez que imagino que quando chegar a altura de me reformar já nada haverá para distribuir, sendo que preciso de me acautelar. É um problema que é só meu, mas esta não é a condição de homem livre!”
Francisco Louçã comentou: “Eu fico. Porque é preciso enfrentar o governo, correr com a troika, não desistir de recuperar os salários e as pensões. É preciso vencer esta elite de Nogueiras Leites que, depois de recomendarem a redução dos salários dos outros e a proteção dos seus próprios privilégios, se atrevem a dizer que fogem.”
O que me assusta não é o Ferreira Leite pirar-se quando o barco se afunda, mas sim o sentir que a maior parte dos interesseiros que nos governam, acabarão por fazer o mesmo, saltando para os seus paraísos fiscais, de barco ou de avião, viver do que sonegaram ao erário público em seu próprio benefício. O melhor mesmo é lançá-los todos borda fora, aliviar o barco desta tara inútil de mentirosos, ladrões e assassinos de que fala o padre da Lixa, presbítero da Cidade do Porto.
Recomendo a Nogueira que não fuja para França pois o Hollande ameaça taxar de forma muito mais gravosa os altos vencimentos e então em vez de trabalhar sete meses de borla teria que trabalhar oito ou nove e dizem que é preciso fazer declaração de rendimentos cuja falsidade é severamente punida.
Este comentário tem o propósito de alertar para o crescimento de uma casta que na mais modesta posição política julgam poder-se alcandorar a lugares da esfera pública com a finalidade única de se servirem a si próprios. Vir a ser ministro ou secretário de estado é muito bom, mas um lugarzinho de presidente da Junta já não é nada mau.
É preciso interromper de forma drástica a mentalidade de que o Estado não tem por função controlar outra coisa que não seja o interesse de todos os seus membros e respetivos serventuários.
Fora com eles!

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