Um espaço entalado entre efígies repetitivas de Cristo é preenchido sistemática e metodicamente, por ataques a Sócrates e aos seus companheiros mais próximos, feitos de uma forma violenta, desumana e tão perversa que, embora nunca tenha votado PS, condeno com veemência.
Por uma questão de formação sou incapaz de insultar alguém da forma torpe e insidiosa que ali, naquele religioso espaço, se pratica quase diariamente. É como se o diabo à solta tivesse ocupado a área sem qualquer temor e respeito pela lateral vigilância e não permitisse o mínimo acto de indulgência ou de humanidade.
Como é evidente não acredito em Deus e tão pouco no Diabo, a não ser aqueles, um e outro, que vivem no interior de cada um de nós e determinam a nossa maneira de estar na vida.
Naquele espaço, Ana Gomes é acusada de ter ligado Paulo Portas aos meios de prostituição masculina.
Procurei com afinco encontrar em diversos lugares as declarações de Ana Gomes em que tal acusação tivesse sido, pelo menos, indiciada.
Não encontrei.
Parece, segundo li algures, que o “Paulinho das Feiras” como é carinhosamente reconhecido, encarregou Garcia Pereira de analisar as declarações de Ana Gomes no sentido de encontrar, ou não, alguma coisa que justificasse elaborar um processo contra aquela senhora.
Talvez o autor possa dar uma ajuda ao Garcia.
É pena que o nível linguístico, o sarcasmo e a ironia inteligente, a surpresa constante pela terminologia usada e por vezes reinventada e transformada sirvam para prestar tal serviço.
Não me importa a quem.
Só condeno o método.
Com alguma amizade, apesar de tudo.
A.M.
domingo, 12 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Les uns et les autres
Acabam de noticiar que diversos países europeus se reuniram para criar um fundo para ajudar os rebeldes líbios. Fala-se em dois mil milhões!?
Ena pá, é muita massa! Quem será o otário que vai investir tanto caroço só por causa do Kadafi ser autoritário? (desculpem a rima)
Aqui há gato.
E se a gente organizasse um movimento de apoio aos rebeldes dos Emirados?
- O quê?
- Não há rebeldes nos Emirados?
Pudera! Até pagaram centenas de milhares de dólares a uma empresa americana para criar um exército de mercenários para impedir que aconteça o mesmo que na Líbia e na Síria.
Grandes malandrecos!
São tão engraçados!
Nem me riso ter com posso!!!
A.M.
Ena pá, é muita massa! Quem será o otário que vai investir tanto caroço só por causa do Kadafi ser autoritário? (desculpem a rima)
Aqui há gato.
E se a gente organizasse um movimento de apoio aos rebeldes dos Emirados?
- O quê?
- Não há rebeldes nos Emirados?
Pudera! Até pagaram centenas de milhares de dólares a uma empresa americana para criar um exército de mercenários para impedir que aconteça o mesmo que na Líbia e na Síria.
Grandes malandrecos!
São tão engraçados!
Nem me riso ter com posso!!!
A.M.
domingo, 5 de junho de 2011
Às 15h30 da tarde do dia 5 de Junho de 2011
Esta noite não consegui dormir. Embora tenha passado todo o dia de sábado a reflectir, à hora da deita ainda não tinha tomado uma decisão.
Cheguei a admitir a hipótese de votar em branco ou anular o voto. O que de certo nunca faria, era faltar às urnas.
Aliás, ouvi o nosso Presidente incentivar todos os cidadãos a votar pois caso contrário, mais tarde, não teriam o direito de protestar. Suponho que o direito de apoiar também estava vetado aos abstencionistas.
Particularmente, não necessitava deste aviso. Tenho picado o ponto em todas as eleições livres desde que me conheço e estou absolutamente convicto que o nosso Presidente preferia que eu não votasse se por acaso soubesse o partido em que costumo votar.
Tudo bem. Acabei por tomar uma decisão aí por volta das 4 horas da madrugada.
Tendo chegado à conclusão que os partidos que vêm repartindo o poder são farinha do mesmo saco, decidi colocar de lado o aviso popular do “vale mais o mais ou menos do que menos, já que mais não pode ser” e optei pelo “quanto pior melhor”.
Fui e votei no Passos Coelho!
Cheguei a admitir a hipótese de votar em branco ou anular o voto. O que de certo nunca faria, era faltar às urnas.
Aliás, ouvi o nosso Presidente incentivar todos os cidadãos a votar pois caso contrário, mais tarde, não teriam o direito de protestar. Suponho que o direito de apoiar também estava vetado aos abstencionistas.
Particularmente, não necessitava deste aviso. Tenho picado o ponto em todas as eleições livres desde que me conheço e estou absolutamente convicto que o nosso Presidente preferia que eu não votasse se por acaso soubesse o partido em que costumo votar.
Tudo bem. Acabei por tomar uma decisão aí por volta das 4 horas da madrugada.
Tendo chegado à conclusão que os partidos que vêm repartindo o poder são farinha do mesmo saco, decidi colocar de lado o aviso popular do “vale mais o mais ou menos do que menos, já que mais não pode ser” e optei pelo “quanto pior melhor”.
Fui e votei no Passos Coelho!
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Da Nação II
A imagem anterior era apenas um "fio condutor" para a compreensão da dita exposição.
Se não chega... segue outra.
Parece que não há nada que vos arranque do rincão natal!!!?
Se não chega... segue outra.
Parece que não há nada que vos arranque do rincão natal!!!?
O convite continua de pé.
A.M.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Da Nação
No próximo dia 10 terá lugar nesta terra, que alguns de vós já conheceis, uma exposição cuja temática é sucintamente descrita no convite que aqui publico.
Como é evidente estarei presente e considero convidados, todos os amigos que se disponham a viajar até estas paragens já conhecida de alguns de vós.
Se aparecerem mais cedo poderemos desfrutar de um almoço em local aprazível à beira Tejo.
Um grande abraço para todos,
A.M.
Como é evidente estarei presente e considero convidados, todos os amigos que se disponham a viajar até estas paragens já conhecida de alguns de vós.
Se aparecerem mais cedo poderemos desfrutar de um almoço em local aprazível à beira Tejo.
Um grande abraço para todos,
A.M.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Solidão - Retrato
Há dias fui espreitar ao nosso velhííííííssimo “Blogues do Leitor” só para ver se já tinham dado cumprimento à remodelação anunciada, facto para o qual pedem a nossa atenção diária. Continua tudo na mesma. O prazo de um mês que nos deram para retirar os textos, se assim o entendêssemos, também não se justificava. No meu caso, pelo menos, continua tudo lá.Foi por isso que recordei aquele período em que travámos a guerra com o conhecido protetor de D. Teresa Peixoto, que tinha a mania que era espingarda de repetição.
Até me deu para começar um diário:
Solidão, solidão.
Depois de uma noitada a copiar textos, cheios de teias de aranha e de verdete, acorda já tarde.
Com os olhos enramelados e a baba seca na fissura do lado direito dos beiços, senta-se logo em frente do PC. No sábado é que é dia de tomar banho – fala para a gata que preguiçosamente lhe roça o rabo pelas canelas.
- Ah, ele é isso? Apanharam-me a dormir e empurraram-me para a rua?
Espera aí que já vão levar para tabaco - vocifera entre dentes.
Às 14H35 com os olhos raiados de sangue e 140 pulsações por minuto, ainda copia, recopia, reproduz e transcreve aquela coisa que escreveu há três anos, num dia em que o seu estro, quase sempre arredio, estava com predisposição para colaborar.
Continua.
Solidão, solidão.
São três horas da tarde e ainda existem dois comentários do inimigo no painel superior. Do inferior já toda a gente foi escorraçada.
Só mais um pequeno esforço e fica a obra completa.
O ato, pelo ininterrupto treino diário, já é automático, quase reflexo. Deste modo consegue ocupar a mente, planeando novas estratégias.
- Esta gentalha não merece a mínima consideração. É uma malandragem que não tem nada que fazer e vem para aqui bater cigarro só para me chatear.
- Pronto, já está! Assoem-se a este guardanapo.
Continua
Só então vai à “casinha” fazer as necessidades. Enquanto está sentado aproveita para ler “O Seringador”.
Nas páginas da astrologia, no dia dos fiéis defuntos, encontra um pensamento que o comove:
“As regiões traiçoeiras e inexploradas do mundo não se encontram nos continentes ou nos mares; estão na mente e nos corações dos homens”.
Vou usar esta próxima citação para o ano, quando voltar a escrever qualquer coisa de novo – pensou. Cuidadosamente recortou aquele pedaço com a tesourinha de cortar os pelos do nariz e guardou-o no bolso superior do pijama.
Limpou o rabo.
Continua
Meia hora depois, após ter aquecido e comido um ovo estrelado que tinha guardado no frigorífico e bebido meia gaiola de tinto dirigiu-se ao Jardim do Monte Tadeu, de que Portugal inteiro já ouviu falar por causa do ostracismo a que o Sr. Presidente da Câmara votou aquela freguesia da mui nobre cidade do Porto. Queria ver com os seus próprios olhos o pinheirinho de Natal, que, coitadinho, não solta um queixume por se encontrar ao relento e tem crescido a olhos visto. Sentou-se no banco em frente e ficou a mirá-lo, enternecido. Enxugou uma furtiva lágrima com a manga do casaco.
A voz de Pavarotti soou ao longe:
Una furtiva lagrima
Negli occhi suoi spunto:
Quelle festosee giovani
Invidiar sembro.
Che piu cercando io vo?
M'ama, lo vedo.
Un solo instante i palpiti
Del suo bel cor sentir! Continua
Acordou daquele encantamento ao ouvir uma voz:
- Muito boa tarde, Sr. Presidente da Comissão de Moradores.
- Olá, como vai, Sra. D. Teresa Peixoto? Como vai esse pé?
- Qual pé?
- O esquerdo, que partiu por causa dos buracos do empedrado.
- Já foi há tanto tempo que já nem me lembrava.
- Pois, pois, mas convém não esquecer porque a calçada ainda está cheia de buracos e convém pressionar o Rui Rio. Esse pezinho partido deu-nos muito jeito.
- Sim, mas… O que eu lhe queria pedir era que mandasse arrancar o pinheiro. Moro ali mesmo em frente e não consigo dormir durante toda a noite com o barulho do pinheiro a crescer.
Solidão, solidão (continuação)
- O quê? Ah, isso não! Peça-me tudo, mas que arranque o pinheirinho é que não pode ser. Venho visitá-lo todos os dias, há nove anos que o alimento, falo com ele como se fosse meu filho, delicio-me a olhar os seus rebentos de verde clarinho e até já o vacinei contra o nemátodo. O mais que posso fazer é pedir ao Rui Rio que mande colocar aqui daqueles painéis acústicos que se colocam à beira das auto-estradas para proteger as casas próximas do barulho dos motores.
Nesta altura, já se tinha posto de pé, e procurava uma saída airosa para cavar dali para fora. Com a desculpa de que ainda tinha de ir acabar o projecto de um jardim modelo encomendado pela freguesia de Ranholas.
Enquanto se afastava, em passo acelerado e suspeitosamente saltitante ainda resmungava:
- Ora esta… arrancar o meu pinheiro. Onde já se viu um desplante destes?
Continua
Solidão, solidão
Como de costume hoje acordou tarde. Passava da uma da tarde.
Correu para o seu adorado PC e nem foi ver as notícias.
Creio mesmo que nunca desliga o equipamento e tem a página dos Blogues do Leitor permanentemente aberta.
Ficou siderado pois viu logo que os seus extraordinários artigos se tinham esvaído pelo fundo da página, empurrados por um madrugador que acordou às 7 da matina.
Toca a enfiá-los outra vez no lugar. Ora deixa cá ver… 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 , 8 , 9 e 10, pronto já chegam!
Satisfeito com a sua primeira obra do dia, foi à casa de banho lavar os olhos, com a ponta dos dedos. Com um cotonete tirou algum serum dos ouvidos.
Despiu o pijama rosa choque, enfiou as ceroulas de perneiras compridas não sem antes reparar que já estavam um pouco sujas. Antes de calçar as peúgas deu-lhes uma cheiradela. Amanhã é que é dia de barrela – conformou-se.
Antes de sair para a rua foi espreitar o Blogues do Leitor.
Sorriu, vaidoso com o resultado do seu trabalho.
A.M.
Este texto obedece ao novo acordo ortográfico
domingo, 6 de março de 2011
Cidinha Campos
Deputada do PDT em acção
Não deixa de ser interessante comparar a diferença entre o estilo desta intervenção e aquele que é usado pelos nossos parlamentares.
Já quanto ao tecido que compõe as duas assembleias, a deles e a nossa, parece não existir nenhuma diferença.
Não deixa de ser interessante comparar a diferença entre o estilo desta intervenção e aquele que é usado pelos nossos parlamentares.
Já quanto ao tecido que compõe as duas assembleias, a deles e a nossa, parece não existir nenhuma diferença.
sábado, 5 de março de 2011
Público Vs Jornal de Notícias
Passando por situação idêntica no que respeita ao desbragamento da linguagem usado por gente mal formada nos espaços abertos aos comentários no Público Online, este diário informa que a partir de amanhã, 5 de Março, em que celebra o seu 21 aniversário, todos os comentários vão passar a ser lidos antes de serem publicados.
Como anteriormente testemunhámos no “Blogues do Leitor” do JN, os prevaricadores não deixarão de considerar o veto aos seus “vómitos” como um acto censório, uma limitação à sua liberdade.
O JN fechou aquele espaço à participação dos seus leitores por causa de problemas idênticos e deixou escrito o seguinte aviso em
rodapé:
O JN fechou aquele espaço à participação dos seus leitores por causa de problemas idênticos e deixou escrito o seguinte aviso em
O Jornal de Notícias decidiu melhorar os "blogues do leitor". Assim, e até ao novo espaço aberto à participação de todos, encerramos os blogues existentes. Esteja atento. Voltamos em breve com novidades.
Passaram alguns meses. O texto do “cartaz” deixou de fazer sentido.
Aconselho a leitura deste artigo sobre a alteração na publicação de comentários online.
A.M.
Aconselho a leitura deste artigo sobre a alteração na publicação de comentários online.
A.M.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Notícia do dia
Uma galinha chamada Hattie pôs um ovo de 177 gramas. Sabendo que um ovo XL pesa cerca de 35 gramas temos que considerar que é “obra”!
Ainda se fosse no Entroncamento, vá lá, admitia-se.
Mas o que mais me espanta é o pensamento “miudinho” do casal inglês possuidor deste belo exemplar, que não pondo ovos de ouro, põe ovos cinco ou seis vezes maiores do que um ovo normal.
Resolveram fazer uma omeleta gigante, pasme-se!
Então não era melhor chocar o ovo e conseguir uma galinha gigante, com uma cloaca gigante que pusesse estes ovóides monstros com muito menos sofrimento?
Estes bifes já não me conseguem surpreender.
Creio que já em 2010 um outro galináceo tinha posto um ovo ainda maior do que este, segundo o “Daily mail” que não pretende de modo nenhum ser vencido por esta notícia do “Mail Online”.
Perante este surpreendente acontecimento, eu, que não tenho culpa nenhuma do elevado grau de cepticismo que me caracteriza, diria que aqui há gato… perdão… avestruz.
A.M.
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