sábado, 1 de Outubro de 2011

Sobe e desce

O “Sobe e desce” na última página do Público de hoje, dia 1 de outubro de 2011, aprecia quatro individualidades.

Pinto Balsemão sobe porque continua a controlar o capital da Impresa. Admitamos que para ele e para a sua família é ótimo pois continuam a ser “donos” na SIC.


 Rui Rio também trepa pela inequívoca demonstração de independência em relação ao poder central ao exigir-lhe mais sensatez na reforma autárquica. Quem não deve gostar nada desta apreciação é o Sr. Presidente da Comissão de Moradores de Monte Tadeu.


A Isaltino Morais espetam-lhe com a seta a descer. Então o homem é solto da prisão e isso não é bom para a sua imagem? Quando ele foi para a gaiola é que lhe deviam atribuir a seta cinzenta com o bico para baixo. Hoje deviam ter colocado em seu lugar aquela senhora que anda por aí a carregar uma balança e de olhos vendados. Essa é que anda a portar-se muito mal.


A quarta personagem é Ivo Morales. Esta, vê-se claramente que foi tirada com um gancho de um sítio bem apertado. Pode não gostar-se do homem, por ser índio, por ser amigo do Chávez, por ser inculto, por ser baixote ou outra moléstia qualquer.


O argumento dado para o empurrarem para baixo é de uma “tendencionite” e palermice que espanta qualquer um. Como ele, na sequência de manifestações que foram reprimidas com violência, além de pedir desculpa aos manifestantes, de ter  cancelado a construção da barragem e demitido dois ministros, ainda acrescentou: - Ninguém no Governo imaginaria tal ato.


Então o/os autores do “Sobe e desce” resolveram pegar nesta frase para interrogar: Porquê então as duas demissões? – e pumba, seta para baixo


Se me perguntassem a mim eu teria respondido:


- Foi precisamente porque os dois ministros deviam ter imaginado e não imaginaram que poderia haver cargas policiais sobre manifestantes em protesto é que foram demitidos.


Mas claro, habituados como estamos a ver descarregar a responsabilidade do que corre mal num qualquer sistema, para o “elo mais fraco”, desvalorizamos uma atitude deste teor.


Não sei se no Público já existia o “Sobe e desce” quando nalguns governos passados houve cargas policiais violentas sobre manifestantes contra despedimentos, ou contra a construção duma estrada, ou contra o encerramento duma escola. Para onde apontaria a seta?


Para o céu ou para o inferno?
A.M.

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